sexta-feira, 24 de setembro de 2010

The big picture

Il Tevere




O rio, com a basílica de S. Pietro ao fundo e um single-scull em primeiro plano (ou quase).

Intensidade


A primeira impressão do Panthéon nunca desapareceu completamente. Essa magnífica construção da época do imperador Adriano (século 2) faz parte das minhas recordações mais intensas de Roma. Quase vinte anos depois ...

Fontana di Trevi


Arriscando a fazer desse blog uma espécie de álbum de fotografias um pouco banal, não pude deixar de "postar" essa imagem de um dos lugares turísticos mais café-com-leite de Roma. Mas gostei tanto da combinação de cores! O branco do mármore, o azul intenso do céu e o vermelho pimentão das paredes que emolduram a praça.
Vai adiante, pela composição...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Piazza di Spania, Roma


A casa em que morou Lord Byron fica à direita...

Roma, 1993


O baú é fundo. Tem esses slides, que eu nunca tinha visto de verdade.
Fotos tiradas em Roma, entre 25 e 28 de junho de 1993.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mais Salvador


Outra foto de Salvador...
Adoro o preto e o branco e tudo que vem no meio.
(sim, fotos do autor)

Salvador


Minha busca pelas velhas fotografias me devolveu esse conjunto de imagens tiradas com filme 35mm. Foi a minha última viagem carregando filme.
A vantagem do filme é que, por economia, você é obrigado a estar completamente entregue à tarefa de ver. O resultado do "clic", único cada vez se você só tem 36 poses, só pode ser visto dias, semanas ou meses depois. Com a câmera digital, você fotografa dez vezes antes de ver. De ver qualquer coisa.
Essa foto é da minha primeira vez no Pelourinho. Acho que em 2006.

mais Cuba

Pode-se amar Cuba ou desprezar Cuba. Mas de um modo ou de outro é possível conceder à ilha que ela é cheia de complexidade. Eu tenho um gosto particular pela complexidade.
Nessa foto tirada desde o Malecón aparece a representação norte-americana em Havana, diante do qual dezenas de bandeiras negras com a estrela cubana tremulavam. É um verdadeiro palco cívico que se levanta desafiando o edifício. Até o ano passado, os americanos tinham um painel eletrônico onde veiculavam notícias anti-Cuba. O painel foi desligado...
Em primeiro plano, em um toque típico, um desses taxis enjambrados que circulam pela cidade levando turistas.
O futuro, provavelmente, será uma combinação de tudo isso...

Baseball

O baseball, como se sabe, é paixão cubana. Esse estádio na beira do mar perto de Havana se chama, salvo engano, Parque José Marti (naturalmente... o que não se chama José Marti?). Assim, com o concreto castigado pelo vento inclemente do Golfo, parece uma linda ruína. O que não impede ser ocupado pelos jogos ocasionais dos catchers barrigudos...

Tudo passa pelo Malecón


Andei muito pelo Malecón. São quilômetros de concreto na beira do mar, feitos na época da invasão americana, no início do século XX. Se você ficar tempo suficiente no Malecón, toda a cidade vai passar por você...

Bodeguita del Medio


A lenda diz que o mojito nasceu aqui. E Hemingway não saía do lugar...
Verdade é que há mojitos feitos com mais amor...

Força do mar...

A intensidade do mar batendo no Malecón já produziu muitas imagens. Aqui a minha...

Cuba, 2006 - Banho de mar no Malecón

Remexendo minhas velhas fotos (são muitas) encontrei uma série que tirei em Cuba, em abril de 2006. Foi minha única viagem à Ilha.
Impresssionante a beleza do mar caribenho. E no fim de semana, o povo invade o lugar, e fica ali lagarteando sobre as pedras embaixo do sol.

domingo, 19 de setembro de 2010

Praia do Paraíso, Mosqueiro.

Belém, em maio. Fui a Mosqueiro, um balneário na beira do rio. O nome da praia diz tudo: Paraíso.
Acho que vou me animar a garimpar minhas velhas fotografias de viagem. São milhares...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Marxismo quente e aromático


Navegar na internet também é uma forma de viajar.
Uma amiga postou no Facebook um link do NYT sobre esse "Chinglish" (o equivalente chinês do spanglish).
Procurando na internet, achei uma reportagem do Beijing Today que traduzo aqui:


Alguns estrangeiros devem maravilhar-se diante deste sinal, pensando que na China até mesmo os princípios comunistas viram ingredientes da cozinha. Bem, não é o caso. O restaurante está apenas dizendo que serve cozinha Hunan - cujo sabor é conhecido como xiangla ou "muito apimentado". Mas faz isso de um modo tão incisivo e confiante que acaba se autodefinindo como "Ideologicamente apimentado". A segunda palavra do sinal, zhuyi, pode também ser traduzida como "princípio", "doutrina" e "ensinamento". Também funciona como um sufixo, "-ismo" , como em palavras como "socialismo", "comunismo" e - como se pode presumir - "marxismo". Acredito que o sinal acabou desse jeito por causa da tradução literal direto do dicionário. Mas claro que uma parte do crédito deve também ser dada a uma estratégia de marketing: A placa vermelha brilhante com chamas estilizadas parece atraente. Então, você tem o nome em inglês, que divulga um produto que você não tem em nenhum outro lugar do mundo. Tanto marxistas quanto não-marxistas devem ter reverenciado este portal consagrado...

Autora: Tiffany Tan

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Em casa


Bem, eu tinha motivos para estar com saudades...
Namaste, meu blog.
Até a próxima viagem...

Viajando de volta


Última parada. Um vôo de 9 horas até Paris, 5 horas no aeroporto. Vôo de 12 horas entre Paris e São Paulo. 4 horas no aeroporto. Vôo de 1 hora até Florianópolis. 8 horas e meia de diferença de fuso-horário.
Espero voltar para Índia logo...

Dando o sangue pela Índia


Em Connaught Place, enquanto esperava um amigo para dar minha última volta por Delhi, trombei com uma campanha de doação de sangue.
Ora, depois de um mês de profunda imersão no sub-continente, achei que nada seria mais justo do que dar uma retribuição!
Assim, cá estou eu, nas minhas últimas horas no país, dando literalmente o meu sangue pela Índia.
Namaste, Bharatha!!!!

Invenção das tradições


De volta a Delhi, são ás últimas 24 horas da viagem. Na manhã seguinte, peguei o metrô e fui a Connaught Place, para ver se gastava um pouco das minhas rúpias derradeiras. No caminho, tirei a foto deste templo hindu. Parece antigo, não? Quem sabe milenar. Na verdade, foi construído há poucos anos.
Minha amiga Suvritta explicou que a tendência de construir templos novos feitos em um estilo "imemorial" está ligado a uma outra coisa: em Delhi, é uma forma comum de se apropriar de terra cujo registro não está muito estabelecido. Templos novos aparecem em algumas áreas e declaram ser o templo mais antigo do lugar. Assim, esperam ter acesso ao registro de propriedade...
Em uma situação de incerteza jurídica com relação à posse da terra e em um contexto de ausência ou precariedade de registros de propriedade, a "invenção da tradição" pode ser um instrumento formidável de ocupação irregular (e apropriação, naturalmente) do espaço urbano.
A história nunca deixa de ter seu peso. Sobretudo quando se trata de concreto...